IGP-M acumula inflação de 25,71% em 12 meses, revela pesquisa da FGV -

IGP-M acumula inflação de 25,71% em 12 meses, revela pesquisa da FGV

Em janeiro de 2020, o acumulado era de ,7,81%

Em janeiro de 2020, o acumulado era de 7,81%

Agência Brasil

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), usado no reajuste de contratos de aluguel em todo o país, registrou inflação de 2,58% em janeiro deste ano. A taxa é maior que a de dezembro do ano passado (0,96%). Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV) informou hoje (28), o IGP-M acumula inflação de 25,71% em 12 meses. Em janeiro de 2020, o acumulado era de 7,81%.

A alta da taxa de dezembro para janeiro foi puxada pelos preços no atacado, medidos pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo, que subiram 3,38% em janeiro ante uma alta de 0,90% em dezembro.

O Índice Nacional de Custo da Construção também teve alta de dezembro (0,88%) para janeiro (0,93%).

O Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, teve queda na inflação, ao passar de 1,21% em dezembro para 0,41% em janeiro.


Notícias Relacionadas
Read More

Sem conseguir conter gastos, governo ameaça economia do País com mais impostos, aponta FecomercioSP

Enquanto recua gradativamente sobre os aumentos no IOF anunciados há algumas semanas — muito por causa da forte pressão (necessária) do Congresso —, o governo tomou outra decisão que envolve elevar impostos em vez de cortar custos, ao querer instaurar uma cobrança fixa de 17,5% sobre títulos e fundos de renda fixa que, hoje, são progressivos. Se aprovada, começaria a valer em 2026. Para a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), a medida é claramente arbitrária e socialmente injusta. O Brasil já convive com uma das cargas tributárias mais altas do planeta, que toma quase 35% do Produto Interno Bruto (PIB) por ano. Ainda assim, o governo repetidamente promove aumentos dos impostos com o objetivo de manter o ritmo de despesas. Como a Entidade vem discutindo há bastante tempo, é fundamental que o Executivo assuma um compromisso maior de controlar gastos, já que, além das dúvidas que estes geram, há uma ameaça latente em médio e longo prazos. Todos esses elementos — IOF, cobrança sobre renda fixa, falta de correção da tabela do Imposto de Renda (IR), déficit da Previdência etc. — reforçam a percepção de que o governo procura desesperadamente novas receitas, em uma linha ascendente que, caso se mantenha desse jeito, levará o País ao colapso. É urgente que outra rota seja tomada: a de um ajuste fiscal sério, sólido e estruturado.