Indústria de pneus registra alta nas vendas no primeiro semestre -

Indústria de pneus registra alta nas vendas no primeiro semestre

Do total entregue no mês passado, 3,4 milhões de pneus seguiram para o mercado de reposição em alta de 20,9% sobre as 2,8 milhões de unidades de junho de 2020, mas uma contração de 3,05% em relação ao mesmo mês de 2019.

Aindústria de pneus encerrou o primeiro semestre do ano com registro de alta de 37,7% nas vendas. Segundo os dados consolidados pela Anip, apresentados na terça-feira, 20, de janeiro a julho, montadoras e o mercado de reposição absorveram 28,2 milhões de unidades ante 20,5 milhões de pneus vendidos no mesmo período do ano passado.

Ao eliminar os impactos provocados pela pandemia a partir do primeiro trimestre de 2020, no entanto, o desempenho do setor ainda se mantém em terreno negativo. O acumulado do exercício atual comparado ao volume obtido nos primeiros seis meses de 2019, de 29,1 milhões de unidades, representa queda de 3,1%.

“Os mercados ainda passam por certo descompasso, onde parte de nossos clientes sofrem com a falta de oferta de insumos na sua produção causando redução nas nossas vendas. No mesmo momento ainda temos clientes repondo seus estoques”, avalia em nota Klaus Curt Müller, presidente da Anip. “Já se avizinha uma possível arrefecimento da demanda para o segundo semestre, consequência da equalização em diversos mercados.”

Somente em junho, as vendas somaram 4,5 milhões de pneus, volume 33,5% superior ao do mesmo mês do ano passado, quando registrou 3,4 milhões de unidades. Também o desempenho mensal ainda resulta em retração de 8,1% no confronto com junho 2019. Na comparação com maio, no entanto, registrou leve alta de 0,5%.

Do total entregue no mês passado, 3,4 milhões de pneus seguiram para o mercado de reposição em alta de 20,9% sobre as 2,8 milhões de unidades de junho de 2020, mas uma contração de 3,05% em relação ao mesmo mês de 2019.

Por sua vez, as linhas de produção de veículo receberam 949,7 mil pneus em junho, o que resultou em um crescimento de 59,4% na comparação com as entregas de um ano atrás, de 595,8 mil unidades. Da mesma forma, se confrontado com junho de 2019, quando as vendas superaram 1,3 milhão de unidades, a retração bate nos 27,5%.

O setor encerra a primeira metade do ano com déficit na balança comercial de US$ 33 milhões, ante um superávit de US$ 68,5 milhões que registrava no fim do primeiro semestre de 2020. No período as importações somaram US$ 533,3 milhões, alta de 60% em relação ao valor de um ano atrás, e as exportação renderam US$ 500,3 milhões, quantia 24,6% superior na mesma base de comparação.


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