Utilitários-esportivos assumem liderança no Brasil -

Utilitários-esportivos assumem liderança no Brasil

Após décadas liderança as vendas no mercado brasileiro, os compactos perderam espaços para os SUVs com 370,5 mil unidades comercializadas até julho.

CNN Brasil

O mercado brasileiro já teve mais da metade das vendas voltada aos carros compactos, mas, neste ano, os SUVs (utilitários-esportivos) ganharam o posto de líder, com 370,5 mil unidades comercializadas até julho. O volume representa 31,7% do total de automóveis e comerciais leves vendidos no País, 1 ponto porcentual à frente dos antigos líderes, os modelos hatch.

Os SUVs são mais esportivos, mais altos em relação ao chão, com espaço e porta-malas maiores, com mais tecnologia e alguns têm tração nas quatro rodas, atrativos que estão conquistando clientes no mundo todo. Embora sejam mais caros do que modelos tradicionais hatch e sedã, a preferência do brasileiro por esse segmento cresce há 19 anos quase consecutivos.

Nos próximos quatro anos, os SUVs vão ganhar 12,2 pontos porcentuais em participação nas vendas de veículos no País, a maior alta porcentual entre sete dos principais mercados globais. A fatia do segmento vai passar dos 34,1%, previstos para este ano, para 46,3% em 2025, segundo estudo feito com exclusividade para o Estadão pela consultoria KPMG, usando como base dados da LMC Automotive (ver quadro).

Com isso, o País será o número dois no mundo com maior presença de SUVs em suas vendas, atrás dos Estados Unidos, cujo aumento será de 2,1 pontos entre este ano e 2025, quando atingirá fatia de 56,9% de utilitários no mercado local. O Reino Unido estará encostado no Brasil, com 46,2% de participação, seguido por China (43,2%), França (42,1%), Índia (34,9%) e Japão (21,7%).

“Tudo indica que o Brasil vai ser o país dos SUVs”, diz Ricardo Bacellar, responsável pela área automotiva da KPMG do Brasil. Ele ressalta, porém, que pouco mais da metade dos consumidores deverá adquirir outro tipo de carro, seja por não gostar dos utilitários, seja por não ter dinheiro para comprálos, por se tratar de um produto mais premium.

Foram espaço, conforto e o visual que levaram a analista de sistemas Michelle Pirotello, de 43 anos, a escolher um SUV ao trocar de carro no mês passado. Antes, todos os automóveis que ela teve foram hatch.


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