Produção de autopeças para montadoras deveseguir curva de declínio -

Produção de autopeças para montadoras deve
seguir curva de declínio

A contínua desaceleração das vendas dos carros 0km e o bom momento vivido pelos automóveis usados e seminovos há pelo menos três anos têm alterado a configuração do faturamento das indústrias de autopeças que operam no Brasil.

O ano de 2023 começou com um clima de relativo otimismo por parte das montadoras e de entidades como Anfavea e Sindipeças. Passados 10 meses do reveillon, no entanto, o otimismo se transformou na decepção exposta em seguidas revisões de projeções divulgadas no início deste mês de outubro. Depois de apostar que teríamos, neste ano, uma produção de automóveis 2,2% superior àquela registrada em 2022, o novo prognóstico da Anfavea passou a ser o de que o calendário atual será de ‘mercado flat’. Isto é, de desempenho idêntico ao de 2022.

Ainda mais decepcionado com a forma como o ano tem se desenvolvido para o mercado dos carros 0km e, por conseguinte, para as demandas advindas das montadoras, o Sindipeças passou a projetar queda de até 1,2% na produção de veículos na comparação com 2022, para 2 milhões 341 mil unidades, uma revisão, para baixo, da previsão inicial, de janeiro, que indicava 2 milhões 370 mil veículos produzidos no ano, volume estável com relação ao ano passado. Ao comentar o cenário, Fernanda Giacon, da ZF, reforçou a necessidade de a empresa apostar na intensificação do trabalho destinado a outros canais receptores de seus produtos. “O volume de produção é um dos principais indicadores que temos e, naturalmente, influencia em nosso dia a dia. Por isso é importante nossa atuação no aftermarket e na exportação para balancear nossa produção”, comentou a gerente de comunicação.


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