Nove em cada dez CEOs no Brasil esperam por impacto decisivo da IA no negócio -

Nove em cada dez CEOs no Brasil esperam por impacto decisivo da IA no negócio

As consequências dessa tecnologia foram classificadas pelos executivos como significativas ou transformativas, esta última a mais alta do estudo da EY-Parthenon, trazendo mudanças que redefinem a forma de as empresas criarem valor e operarem

uase nove em cada dez CEOs atuantes no Brasil (86%) esperam que a inteligência artificial cause impactos significativos ou transformativos no modelo de negócios e na operação das suas empresas nos próximos dois anos, aponta a nova edição do CEO Outlook, estudo global da EY-Parthenon. Essa porcentagem é resultado da soma de duas classificações apresentadas aos executivos entrevistados: impacto significativo (50% das respostas), cuja tecnologia de IA conduz grandes avanços e se torna fator-chave de sucesso da organização, e transformativo (36% das respostas), com a IA remodelando a forma como a empresa cria valor e opera. Apenas 12% dos respondentes consideram o impacto moderado, o que significa que a IA fornece benefícios claros em algumas áreas, mas não muda o funcionamento do negócio. Globalmente, a soma dos impactos significativos (58%) e transformativos (32%) é de 90% entre os executivos entrevistados.

“Ainda que exista questionamento do mercado sobre a extensão da capacidade de as empresas extraírem valor da IA para o crescimento dos seus negócios, há uma percepção muito forte de que essa tecnologia vai alterar o cenário de negócios, independentemente de qual seja o setor de atuação”, diz Leandro Berbert, sócio de Estratégia e Transações da EY-Parthenon. “O desafio das organizações continua sendo utilizar a IA para gerar ganho real de produtividade, demonstrando ao mercado exatamente como estão fazendo isso, a fim de justificar os altos investimentos realizados nos últimos anos”, completa.

Foram entrevistados 1,2 mil CEOs de grandes empresas em todo o mundo entre novembro e dezembro de 2025. Os executivos representam 21 países (Brasil, Canadá, México, Estados Unidos, Bélgica, Luxemburgo, Holanda, França, Alemanha, Itália, Dinamarca, Finlândia, Noruega, Suécia, Reino Unido, Austrália, China, Índia, Japão, Singapura e Coreia do Sul) e cinco segmentos (bens de consumo e saúde, serviços financeiros, indústria e energia, infraestrutura, tecnologia, mídia e telecomunicações). As receitas globais anuais das empresas pesquisadas são as seguintes: menos de US$ 500 milhões (20%); US$ 500 milhões a US$ 999,9 milhões (20%); US$ 1 bilhão a US$ 4,9 bilhões (30%); e superiores a US$ 5 bilhões (30%).

Aprendizado de máquina

Ainda segundo o estudo da EY-Parthenon, 61% dos executivos atuantes no Brasil consideram que machine learning, que analisa os dados para fazer predições e possibilitar a tomada de decisões mais assertivas, é o recurso de IA que exercerá o principal papel para entregar a transformação esperada nas suas organizações. Na sequência, com 43% das respostas, aparece IA generativa, que cria conteúdo em texto, imagem e código. Fechando o trio de recursos mais escolhidos está o processamento de linguagem natural (NLP, na sigla em inglês) com 33% das respostas, que entende a linguagem humana e responde a essas interações. Participaram dessa pergunta, podendo selecionar até duas respostas, apenas os entrevistados que escolheram impacto transformativo, significativo ou moderado.

Por fim, o levantamento da EY-Parthenon buscou compreender dos CEOs que atuam no Brasil os principais desafios que sua organização enfrenta ao decidir priorizar as iniciativas de IA. Da mesma forma que a pergunta anterior, eles puderam escolher até duas respostas. Como primeira prioridade, com 22% da preferência, a resposta mais citada foi crescimento dos riscos de cibersegurança causado pela adoção da IA, seguida, com 16% das respostas, de saber distinguir o hype de oportunidades realmente viáveis comercialmente. Empatadas na terceira colocação, com 12% da preferência, apareceram as opções “custos altos de implementação e retornos incertos” e “desalinhamento da liderança em relação às prioridades de IA e apetite ao risco”.

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