A cada dia, cerca de 3 mil pessoas perdem a vida em acidentes de trânsito em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A entidade estima que, anualmente, 1,3 milhão de pessoas morrem e entre 20 e 50 milhões sobrevivem com sequelas em decorrência de sinistros nas vias.
No Brasil, somente em 2025, foram registrados 72.483 sinistros de trânsito nas rodovias federais, com 6.044 mortes, uma média de 16 óbitos por dia, e 83.483 feridos, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Excesso de velocidade, consumo de álcool e falhas nas condições dos veículos estão entre os principais fatores de risco.
No contexto do Movimento Maio Amarelo, movimento de conscientização para redução de acidentes no trânsito, a Nakata, fabricante de autopeças líder em sistemas de suspensão para veículos leves, pesados e motocicletas, destaca um ponto fundamental que não pode ser negligenciado: a manutenção preventiva salva vidas.
“A segurança no trânsito começa muito antes de ligar o motor. Ela começa na manutenção preventiva, no cuidado com sistemas fundamentais como suspensão, direção e freios, tanto em carros quanto em motos e veículos pesados”, afirma Leandro Leite, coordenador de Assistência Técnica e Garantia da Nakata.

Suspensão e direção: falhas que comprometem a estabilidade e aumentam o risco de acidentes
A suspensão do veículo é um dos sistemas mais críticos para a segurança. Ela é responsável por absorver os impactos das irregularidades das vias e manter as rodas em contato com o solo, garantindo estabilidade, dirigibilidade e conforto para motorista e ocupantes.
“É um sistema composto por diversas peças que estão ligadas diretamente à segurança do veículo, por isso deve estar em boas condições para que não ocorram acidentes”, reforça Leite. Entre os principais componentes da suspensão estão amortecedores, bandejas (braços oscilantes), molas, pivôs, barra estabilizadora, coxins, buchas e batentes.
Quando há falha em itens como amortecedores, pivôs, terminais de direção e barras, a estabilidade e a capacidade de controle do veículo ficam comprometidas, especialmente em curvas, frenagens de emergência ou em pisos irregulares. Isso aumenta consideravelmente o risco de perda de controle e de acidentes graves.
Leite explica que os amortecedores controlam o movimento das molas e limitam as oscilações ao trafegar em estradas esburacadas, lombadas e depressões. “Sinais como ruídos na suspensão, balanço excessivo em arrancadas e freadas, pneus escamados e dificuldade em fazer curvas indicam desgaste de componentes da suspensão e exigem inspeção imediata”, destaca.
Sinais de alerta
Para o motorista, alguns sintomas simples podem ser percebidos no uso diário do veículo e não devem ser ignorados. Entre os principais sinais de alerta estão:
- Ruídos e estalos na suspensão ao passar por buracos, lombadas ou pisos irregulares;
• Vibração no volante, especialmente em determinadas velocidades ou ao frear; - Desgaste irregular dos pneus (pneu “escamado”, um lado gastando mais que o outro ou sulcos irregulares);
- Veículo puxando para um dos lados em linha reta ou durante a frenagem;
- Vazamento de óleo próximo às rodas, que pode indicar problemas nos amortecedores;
- Desnível na carroceria, quando o carro parece “caído” em um lado, sugerindo desgaste das molas.
“Batentes ou coifas danificadas também podem afetar os amortecedores, encarecendo a manutenção. Por isso, é fundamental fazer inspeções periódicas em todo o sistema de suspensão e, ao menor sinal de comprometimento, realizar a substituição dos componentes. Isso é decisivo para a segurança”, ressalta Leite.
Além da suspensão, é importante checar o sistema de freios (pastilhas, lonas, discos e óleo), pneus, sistema de direção, parte elétrica e iluminação, arrefecimento e transmissão. “Grande parte das falhas mecânicas ou elétricas pode ser evitada com revisões periódicas. A manutenção preventiva reduz o risco de pane, evita que outras peças sejam danificadas e, na prática, costuma ser mais econômica do que a manutenção corretiva”, completa o especialista.
Outro benefício da manutenção preventiva, feita com peças de qualidade, é a previsibilidade de gastos: o cronograma de revisões ajuda o motorista a se programar financeiramente e aumenta a vida útil dos componentes, reduzindo custos ao longo do tempo.
Motociclistas devem ter atenção redobrada a freios e kit de transmissão
Os acidentes envolvendo motociclistas representam uma parcela significativa das vítimas no trânsito brasileiro.
Para quem anda de moto, qualquer falha mecânica tem impacto direto e imediato na segurança, já que não há a proteção de uma carroceria.
Entre os principais sistemas que exigem atenção estão pastilhas e discos de freio e o kit de transmissão (corrente, coroa e pinhão).
“O desgaste de pastilhas e discos de freio compromete diretamente a capacidade de frenagem. Já um kit de transmissão em mau estado afeta a tração, o controle da moto e pode até causar a parada total do veículo em movimento, em situações extremas”, alerta Leite.
Ele reforça que a revisão periódica desses componentes e a substituição no tempo correto são atitudes fundamentais para uma pilotagem mais segura. “É importante verificar folgas, desgaste dos dentes da coroa e do pinhão, condição da corrente e realizar limpeza e lubrificação adequadas, sempre seguindo o manual do fabricante e usando componentes de qualidade”, orienta.
Manutenção preventiva como compromisso com a vida
O Maio Amarelo convida toda a sociedade a refletir sobre o papel de cada um na segurança no trânsito. Para a Nakata, colocar a manutenção preventiva na rotina é uma forma concreta de assumir esse compromisso.
“A revisão salva vidas porque evita falhas que podem causar perda de controle do veículo, aumento da distância de frenagem ou até a quebra de componentes em situações críticas. Ao manter o veículo em dia, o motorista protege a si mesmo”, conclui.











