A consolidação no setor global de mobilidade, autopeças e sistemas automotivos ganhou um novo capítulo. A Dana anunciou neste mês de junho acordo para combinar suas operações com a divisão de mobilidade da Eaton em uma transação avaliada em US$ 5,1 bilhões, criando uma companhia com valor empresarial superior a US$ 10 bilhões e receitas anuais próximas de US$ 11 bilhões.
A operação, anunciada em 11 de junho, deverá ser concluída no primeiro trimestre de 2027 e será estruturada por meio de um Reverse Morris Trust, mecanismo bastante utilizado nos Estados Unidos para separar e combinar negócios de forma eficiente do ponto de vista tributário. Ao final da transação, os acionistas da Eaton deterão pelo menos 50,1% da nova empresa, enquanto os acionistas da Dana ficarão com aproximadamente 49,9%.
A companhia combinada manterá o nome Dana e continuará listada na Bolsa de Nova York (NYSE). O comando ficará a cargo de Byron Foster, que assume a presidência executiva da Dana em julho, enquanto Timothy Kraus permanecerá como diretor financeiro.
A união reúne portfólios complementares. A Dana é reconhecida por seus sistemas de transmissão, gerenciamento térmico e tecnologias de vedação. Já a divisão Mobility da Eaton atua em transmissões para veículos comerciais, sistemas de gerenciamento do motor, controle de emissões e soluções para eletrificação.
As empresas estimam gerar US$ 250 milhões em sinergias anuais em até dois anos após a conclusão da operação. Os ganhos deverão vir da ampliação da escala de compras, racionalização industrial e aumento da eficiência em engenharia.
Mais do que uma simples fusão, a operação sinaliza um movimento de consolidação que vem se intensificando na indústria global de componentes. Em um ambiente de transformação tecnológica e margens pressionadas, escala, eficiência e presença forte no mercado de reposição tornam-se ativos cada vez mais estratégicos.











