As novas tarifas de 25% anunciadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros colocam o setor de autopeças em estado de atenção e começa a provocar um nó no lucrativo segmento que somente no Brasil movimenta R$ 280 bilhões e pretende fechar 2026 com R$ 286 bi.
Em 2025, as exportações brasileiras de autopeças somaram US$ 8,5 bilhões (cerca de R$ 44 bilhões). Desse montante foram US$ 1,25 bilhão para os EUA, que representa uma média de 15%.
Os Estados Unidos figuram entre os principais destinos das autopeças produzidas no país, ficando atrás da Argentina. Motores, sistemas de transmissão, componentes de suspensão, freios, sistemas elétricos e eletrônicos, além de peças para reposição e fabricação de veículos, fazem parte da pauta exportadora nacional que ligou o alerta para não perder o ritmo do fluxo comercial.
O impacto dependerá da forma como a tarifa será aplicada. Caso os novos impostos incidam sobre as autopeças brasileiras sem qualquer exceção, o custo de entrada desses produtos no mercado americano aumentará significativamente.
Sem cobrança dupla
Não são todas as autopeças produzidas no Brasil que serão atingidas pela nova cobrança. Isso porque a respeitada Seção 232, instrumento da legislação americana utilizado para proteger setores considerados estratégicos para a segurança nacional, já estabelece essa tributação.
Desde maio do ano passado, dezenas de autopeças já são tributadas em 25% quando chegam ao mercado norte-americano. Por isso, não haverá cobrança em duplicidade.
Na lista de componentes estão motores, transmissões, peças do trem de força, eixos e diferenciais, além de boa parte da cadeia de componentes elétricos, como chicotes, por exemplo, e eletrônicos.











