Para garantir a máxima eficiência do motor, o bom funcionamento do sistema de ignição é indispensável. Nessa dinâmica, a escolha da vela adequada é um elemento central. Embora pareçam idênticas à primeira vista, as velas de ignição possuem especificações térmicas distintas entre “quente” e “frio”. Entender essa diferença é fundamental para assegurar a queima ideal do combustível, evitar o acúmulo de carbonização, prevenir o superaquecimento da câmara de combustão e prolongar a vida útil do motor. Para orientar o trabalho do mecânico, a NGK destaca as principais particularidades de cada um desses componentes.
1- Dissipação de calor: de acordo com as características do motor é gerado uma determinada quantidade de calor, para que o motor trabalhe dentro de suas especificações é determinado, através de testes de engenharia, o grau térmico da vela de ignição. Uma vela fria, é uma vela que dissipa muito calor, normalmente aplicada em motores modernos com maior potência. Já uma vela quente, são velas que dissipam pouco calor, são aplicadas normalmente em motores que geram uma menor potência.
2- Faixa de temperatura de trabalho: As velas de ignição possuem uma faixa de temperatura ideal de trabalho, as velas de ignição NGK possuem em seu eletrodo central um núcleo de cobre embutido (melhor dissipação térmica), garantindo assim uma ampla faixa de trabalho, sua temperatura de trabalho pode variar de 450° a 850° graus Celsius (°C), garantindo assim um funcionamento mais preciso e seguro do motor quanto a dissipação térmica.
3- Resistência à carbonização e pré-ignição: a vela de ignição deve atingir rapidamente temperaturas superiores a 450°C, temperaturas entre 450°C e 850°C, são consideradas faixa ideal de temperatura. Nesta faixa ocorre a auto limpeza da vela, onde os resíduos de carbono são queimados, mantendo a vela em condições ideais de trabalho. Quando a vela atinge temperaturas superiores a 850°C,ela pode virar um ponto quente na câmara de combustão e provocar a pré-ignição, fenômeno de queima anormal que pode levar a danos ao motor.
Quando utilizar cada tipo de vela de ignição?
A aplicação adequada depende diretamente do projeto do motor, da taxa de compressão, rotação, uso de sobrealimentação (turbo) e das condições de uso do veículo. Motores que operam em rotações mais baixas ou possuem menores taxas de compressão, por gerarem “pouco calor” requererem velas mais quentes e para manterem a ponta ignífera limpa. Por outro lado, motores com alta taxa de compressão, turbinados ou submetidos a regimes constantes em alta rotação de uso exigem velas mais frias para dissipar o calor.
“A escolha da vela de ignição para um motor, está baseada em rigorosos testes de engenharia que são realizados em conjunto com as principais fabricantes de motores, tanto para uso automotivo, em motocicletas e outras aplicações. A Niterra do Brasil, como maior fabricante de velas de ignição, participa do desenvolvimento de motores em conjunto com as montadoras do Brasil, possuindo uma linha completa de produtos para todas as aplicações. A aplicação da vela consta nos manuais dos fabricantes, catálogos de peças das montadoras e nos catálogos de velas NGK”.Na dúvida, consulte a tabela de aplicação da NGK”, destaca Hiromori Mori, consultor de Assistência Técnica da Niterra.
A NGK oferece uma linha completa de velas de ignição desenvolvidas para atender às mais rigorosas especificações das montadoras e às necessidades do mercado de reposição. O portfólio contempla desde as velas convencionais até as opções de alta tecnologia produzidas com metais nobres, como Iridium e Platina.











