A redução da frota em números -

A redução da frota em números

Ao tirar os carros das ruas, o isolamento social foi fator determinante para a queda de até 80% no movimento das oficinas mecânicas, afetando, numa reação em cadeia, todo o trade do aftermarket automotivo.
A frota de veículos tem tido uma redução gigantesca por conta do isolamento social.

Ao tirar os carros das ruas, o isolamento social foi fator determinante para a queda de até 80% no movimento das oficinas mecânicas, afetando, numa reação em cadeia, todo o trade do aftermarket automotivo.

Basta olhar pela janela para ver que os veículos estão em confinamento nas garagens. Mas é possível traduzir essa queda em números: segundo o VAI – a Inteligência Artificial Veicular, sistema de conectividade desenvolvido pela empresa Wings em parceria com o Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial, 84% dos motoristas, em média reduziram a circulação de veículos em março. O índice é compatível com a queda verificada nos estabelecimentos de reparação. O estudo mostra, ainda, que 40% dos veículos, também na média, passaram a realizar apenas dois descolamentos diários na última semana do mês.

Entre os dias 25 e 31 de março, o tempo médio do brasileiro ao volante foi 58% menor que o registrado no período compreendido entre os dias 3 e 10 do mês passado, sendo que a média do tempo de utilização diária dos carros caiu de 125 para 52 minutos.

O Distrito Federal lidera o ranking do confinamento veicular, com redução de 91% na movimentação da frota, seguido pela Bahia, com 90%; Rio de Janeiro, com 87% e Pernambuco, com 85%. São Paulo, o estado que concentra o maior número de veículos em circulação no país, ocupa a sétima posição, com 80% de redução na movimentação de veículos nas ruas, exatamente o percentual estimado pelo Sindirepa para a queda do movimento nas oficinas.

O Rio de Janeiro encabeça o ranking dos carros que fizeram no máximo dois deslocamentos por dia na comparação entre a primeira e a última semana de março. O índice subiu de 15 para 52%. Em São Paulo, a variação foi de 15 para 40%.

Os dados foram obtidos a partir das informações transmitidas por 1.435 veículos conectados ao sistema de Inteligência Automotiva Veicular e, como uma última mensagem ao aftermarket, mostram que a coleta de dados em tempo de real dos carros conectados já está em curso e tem potencial transformador para os negócios das empresas de toda a cadeia de manutenção automotiva.


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