Antes de acidente fatal, confiança nos carros autônomos era crescente -

Antes de acidente fatal, confiança nos carros autônomos era crescente

Em março ocorreu nos Estados Unidos o primeiro acidente fatal provocado por um carro autônomo. Uma mulher de 49 anos foi atropelada por um veículo do Uber quando atravessava a via fora da faixa de pedestres na cidade de Tempe, no Arizona.

Ainda não se sabe qual a repercussão desse acidente quanto à aceitação do carro 100% autônomo. No entanto, até então a confiança na tecnologia era crescente, especialmente nos últimos 12 meses. Na edição anterior do “Global Automotive Consumer”, realizada em 2017, 67% dos participantes, em média, afirmavam acreditar que os veículos totalmente autônomos não seriam seguros. Esse percentual recuou para 41% em 2018. “No ano passado, as pessoas tiveram mais acesso a informações sobre os progressos obtidos no desenvolvimento dos veículos autônomos. De fato, os avanços tecnológicos e a divulgação de experiências muito bem-sucedidas ajudam a explicar o porquê de as pessoas confiarem mais na possibilidade de os carros que se movimentam sem motoristas se tornarem uma realidade segura”, afirma Carlos Ayub, sócio da Deloitte.

O estudo conclui que os consumidores têm uma visão mais clara da segurança dos veículos autônomos, embora ainda restem algumas preocupações. Assim, um percentual significativamente menor de pessoas consultadas pelo estudo de 2018 não considera que os carros autônomos não serão seguros, sendo que menos de metade (47%) dos consumidores dos EUA expressaram essa opinião. Esse resultado é 27 pontos percentuais abaixo dos 74% que se diziam céticos no levantamento de 2017, por exemplo.

Enquanto a maioria dos consumidores de países como Alemanha (50%), Bélgica (55%), Canadá (53%), França (58%) e Reino Unido (50%) afirma não estar disposta a pagar mais pelos veículos de condução autônoma, 68% dos brasileiros aceitariam gastar um adicional na compra de um carro com essa tecnologia.


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