Condenação pela OMC põe InovarAuto em xeque -

Condenação pela OMC põe InovarAuto em xeque

condenacao-pela-omc

Reportagem publicada pelo jornal O Estado de São Paulo revela que a política industrial protecionista desencadeada pelo governo brasileiro na gestão de Dilma Rousseff foi condenada pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

O jornal informa que a decisão ainda não foi tornada pública, embora já tenha sida encaminhada ao governo em documento confidencial. Segundo a matéria, o órgão aceitou os argumentos de parceiros comerciais do Brasil, entendendo que a política industrial do país fere normas do comércio internacional por meio de “medidas que oferecem vantagens tributárias e financeiras a determinados fabricantes e pune concorrentes estrangeiros, ela fere normas do comércio internacional”.

Um dos expoentes da política industrial agora condenada pela OMC é o programa InovarAuto, criado para estimular a produção local de automóveis e autopeças por meio de elevação de alíquotas de importação e IPI de produtos importados. O governo do Brasil deve recorrer da condenação. No entanto, neste período em que a decisão será questionada nas instâncias devidas, as irregularidades apontadas pela OMC deverão ser revistas. Pelas regras do InovarAuto, em 2017 as montadoras terão que comprovar o cumprimento das metas de eficiência energética determinadas pelo programa e obrigatórias para a obtenção dos benefícios.


Notícias Relacionadas
Read More

Fabricantes querem plano nacional para carros elétricos no Brasil

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) quer ampliar o mercado de carros elétricos no Brasil. A próxima etapa do órgão para popularizar o setor envolve uma aproximação com o governo, na tentativa de mostrar a demanda e as possibilidades de crescimento na área.
Read More

Confiança do empresário industrial cresce em 28 de 30 setores

Índice divulgado pela Confederação Nacional da Indústria varia de 0 a 100 pontos. Os setores mais confiantes, em maio de 2021, foram o de metalurgia, com índice de 63,4; seguido pelo de máquinas e equipamentos, com 62,3; e químicos (exceto HPPC, de perfumaria e cosméticos), que apresentou índice de confiança de 61,3. Produtos de metal (exceto máquina e equipamentos) aparecem com 61 e veículos automotores, reboques e carrocerias, com 60,6