O Índice de Confiança do Comércio (Icom) avançou 3,0 pontos na passagem de dezembro para janeiro, para 91,3 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). Em médias móveis trimestrais, o Icom cresceu 1,5 ponto em janeiro.
“A confiança do comércio subiu em janeiro, porém, ainda apoiada principalmente nas expectativas. A alta foi puxada pelo avanço expressivo nas projeções de vendas para os próximos meses, mostrando otimismo para o início de 2026. Apesar de ainda não estarem em zona de neutralidade, as avaliações sobre a demanda atual mostraram uma pequena recuperação, com alta pelo terceiro mês consecutivo”, avaliou Geórgia Veloso, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.
Em janeiro, houve melhora da confiança em cinco dos seis principais segmentos do setor, puxada pelas avaliações sobre o futuro. “O varejo enfrentou um cenário morno em 2025, marcado por taxas de juros elevadas e alto endividamento das famílias, quadro que se mantém no início de 2026, sem expectativa de alívio da política monetária no curto prazo. Ainda assim, os empresários se mostram otimistas diante de um mercado de trabalho que segue sustentando a renda”, completou Veloso.
O Índice de Situação Atual (ISA-COM) avançou 1,3 ponto, para 89,5 pontos. O Índice de Expectativas (IE-COM) saltou 4,6 pontos, para 93,7 pontos, a quinta elevação consecutiva.
Entre os quesitos que compõem o IE-COM, o item que mede as perspectivas de vendas nos próximos três meses subiu 9,3 pontos, para 97,9 pontos, maior nível desde fevereiro de 2020), e o que avalia as expectativas sobre a tendência dos negócios nos próximos seis meses recuou em 0,3 ponto, para 89,6 pontos.
No ISA-COM, o item que avalia a situação atual dos negócios, subiu 1,6 ponto, para 89,1 pontos, e o que mede o volume de demanda atual avançou 0,9 ponto, para 90,2 pontos.
A Sondagem do Comércio de janeiro coletou informações entre os dias 2 e 27 do mês.
Confiança de Serviços
A FGV também divulgou o Índice de Confiança de Serviços (ICS), que avançou 0,6 ponto em janeiro ante dezembro, para 90,9 pontos, na série dessazonalizada. Em médias móveis trimestrais, o índice cresceu 0,7 ponto.
“No primeiro mês do ano a confiança de serviços voltou a subir moderadamente. Após um momento favorável no final do ano passado, o empresário inicia o ano mais otimista quanto ao futuro dos negócios, com destaque para o segmento de Serviços de Transporte. Em relação ao presente, Informação e Comunicação e Serviços Profissionais enfrentam ajuste na demanda presente, mas seguem otimistas para o futuro”, avaliou Stéfano Pacini, economista do Ibre/FGV, em nota oficial.
A melhora em janeiro foi puxada pelas avaliações sobre o futuro. O Índice de Situação Atual (ISA-S) recuou 2,9 pontos, para 91,7 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE-S) saltou 4,2 pontos, para 90,3 pontos.
“A melhora gradual da confiança confirma a resposta favorável do setor ao cenário macroeconômico desafiador. Ainda que o mercado de trabalho e o controle da inflação se apresentem como fatores econômicos positivos, é cedo para esperar grandes avanços da atividade no curto prazo em virtude da restrição da política monetária”, completou Pacini.
No ISA-S, o indicador de volume de demanda atual caiu 2,1 pontos, para 91,7 pontos, e o de situação atual dos negócios diminuiu 3,7 pontos, para 91,6 pontos.
Já no IE-S, a demanda prevista para os próximos três meses subiu 4,8 pontos, para 91,2 pontos, enquanto a tendência dos negócios nos próximos seis meses ganhou 3,6 pontos, alcançando 89,5 pontos.
O levantamento coletou respostas de 1.315 empresas entre os dias 5 e 28 de janeiro.











