Consumidor está cada vez mais digital e sofisticado -

Consumidor está cada vez mais digital e sofisticado

Telefone perde espaço para WhatsApp, que está próximo de se tornar o principal canal para agendamento de serviços

 

Por Claudio Milan ([email protected])

A popularização dos smartphones, das mídias sociais e da internet de alta velocidade moldaram um novo perfil de consumidor, diferente de tudo a que os comerciantes e prestadores de serviço se acostumaram nas últimas décadas. Hoje, o cliente final está mais exigente, conhece seus direitos, tem acesso em tempo real a preços e informações sobre os produtos que compra e espera uma nova postura daqueles com quem se relaciona comercialmente. Esta transformação foi detectada pela pesquisa que a McKinsey&Company apresentou no Seminário da Reposição Automotiva 2018.

Segundo Bernardo Ferreira, associated partner da consultoria, o consumidor de hoje é mais digital e sofisticado. Para exemplificar, o especialista cita uma questão apresentada ao dono do carro. “Perguntamos como ele marca a visita à oficina e como imagina que vai marcar a partir de agora. Constatamos que o telefone foi o principal canal usado nos últimos 12 meses. Mas ele vai cair muito, pois todo mundo está trocando pelo WhatsApp, uma ferramenta que todos usam, gostam e entendem a praticidade”. Ferreira diz ainda que há outros canais ganhando espaço, como o agendamento via computador.

Outra pergunta dirigida pela pesquisa ao consumidor final investigou o que ele considera mais importante no momento em que realiza um serviço de manutenção no automóvel. “A constatação importante, nesse caso, é que a qualidade não vai sumir do radar dos clientes. Há toda uma discussão sobre precificação, mas vale a pena investir em qualidade e na experiência do cliente, são atributos que vão continuar importantes. Vemos empresas investindo para se diferenciar e o cliente reconhece que isso é importante”.


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Outro destaque da pesquisa foi a alta no total de pessoas subutilizadas, que são aquelas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas ou na força de trabalho potencial. Esse contingente chegou a 33,3 milhões, o maior da série comparável, um aumento de 2,7% com mais 872 mil pessoas. A taxa de 29,7% também foi recorde, uma variação de 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (29,0%).
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