Déficit comercial das autopeças sobe para US$ 4 bilhões -

Déficit comercial das autopeças sobe para US$ 4 bilhões

Com uma alta de 84,8% no acumulado até maio, as importações de autopeças atingiram US$ 6,66 bilhões nos primeiros cinco meses do ano. As exportações, em contrapartida, cresceram apenas 25,6% no comparativo com idêntico período de 2020, de US$ 2,1 bilhões para quase US$ 2,66 bilhões, o que elevou o déficit comercial do setor no ano para US$ 4 bilhões.

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Com uma alta de 84,8% no acumulado até maio, as importações de autopeças atingiram US$ 6,66 bilhões nos primeiros cinco meses do ano. As exportações, em contrapartida, cresceram apenas 25,6% no comparativo com idêntico período de 2020, de US$ 2,1 bilhões para quase US$ 2,66 bilhões, o que elevou o déficit comercial do setor no ano para US$ 4 bilhões.

Esse valor é 168% maior do que o registrado entre janeiro e maio do ano passado, quando o saldo negativo das autopeças ficou em US$ 1,49 bilhão. Os dados foram publicados nesta quarta-feira, 23, no site do Sindipeças, que informa ainda compra de US$ 1,05 bilhão em autopeças só da China, que ampliou suas vendas para o Brasil em 72,9% – no ano passado, até amio, havia enviado para cá total de US$ 608,8 milhões.

É importante lembrar que tanto as exportações como as importações foram fortemente afetadas no ano passado por causa da eclosão da pandemia da Covid-19 no mundo, que paralisou boa parte das montadoras e das autopeças por praticamente dois meses a partir do final de março.

De qualquer forma, os números evidenciam que a retomada da produção de veículos no País vem gerando maiores compras no exterior, enquanto a venda de autopeças brasileiras reagem mas em ritmo menor. No relatório da balança comercial, o Sindipeças atribui a alta do déficit comercial à retomada do setor, de um lado, e, de outro, aos estímulos gerados até recentemente pela taxa de câmbio”.

Segundo a entidade, as exportações de autopeças somaram US$ 591,2 milhões em maio, o que representou, em valor, o melhor mês do ano. Em comparação ao mesmo mês de 2020 (US$ 239,7 milhões), “em razão da pandemia e do contínuo fechamento dos mercados naquele período”, houve incremento de 146,6%.

Também em maio, as importações totalizaram US$ 1,6 bilhão, correspondendo ao segundo maior valor nos primeiros cinco meses do ano. Em relação a maio do ano passado (US$ 567,0 milhões), houve incremento de 188%.

Para as exportações, Argentina, Estados Unidos e México prosseguiram como principais mercados de destino até o mês passado. As vendas para o país vizinho somaram US$ 758,6 milhões, valor 86,2% superior ao registrado nos primeiros cinco meses de 2020 (US$407,5 milhões). No caso dos Estados Unidos houve elevação de 18,8%, para US$ 471,3 milhões.

No que diz respeito às importações, China, Alemanha e Estados Unidos representam atualmente os principais parceiros comerciais do Brasil. As compras de autopeças no país asiático cresceram 72,9% no acumulado dos primeiros cinco meses, índice que chegou a 75,6% no caso da Alemanha, com compras da ordem de US$ 697,3 milhões, e foi de 97% em relação aos Estados Unidos (US$ 74,2 bilhões este ano).


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