Falta de chips deve continuar em 2022 -

Falta de chips deve continuar em 2022

A falta de materiais e componentes, agravada por congestionamentos no tráfego ferroviário, marítimo e aéreo, forçou montadoras como Toyota e Volkswagen a frear ou suspender a produção nas últimas semanas.

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 A japonesa Rohm avisa que a escassez de semicondutores indispensáveis para automóveis e máquinas industriais deve continuar pelo menos ao longo do ano que vem, aumentando os temores em relação às consequências da crise global dos chips.

A fabricante sediada em Kyoto tem entre seus clientes Toyota Motor, Ford Motor e Honda Motor. A empresa vem enfrentando uma severa falta de materiais essenciais e problemas em linhas de produção, disse o CEO Isao Matsumoto.

A companhia começou a ampliar sua capacidade em setembro passado e pretende investir mais 70 bilhões de ienes (US$ 636 milhões) no atual ano fiscal, mas a contribuição gerada por esses gastos não será percebida imediatamente porque as máquinas estão demorando mais para chegar, acrescentou o executivo.

Outras companhias do setor, incluindo a Infineon Technologies, já avisaram que os problemas das cadeias de suprimentos devem durar por muito mais tempo do que se previa. Os prazos de entrega de semicondutores já passam de 20 semanas, enquanto a variante delta da Covid-19 complica os esforços para normalizar operações no Japão e no Sudeste Asiático.

A falta de materiais e componentes, agravada por congestionamentos no tráfego ferroviário, marítimo e aéreo, forçou montadoras como Toyota e Volkswagen a frear ou suspender a produção nas últimas semanas.

O gargalo mais grave é a falta de materiais para produzir leadframe — a estrutura de metal do semicondutor que comunica sinais para fora da peça.


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