Faturamento do e-commerce deve chegar a R$ 185,7 bi neste ano -

Faturamento do e-commerce deve chegar a R$ 185,7 bi neste ano

Dados da ABCoom mostram que o faturamento do e-commerce deve ter um crescimento expressivo em 2023, de quase 20%
Crédito: Shutterstock

Um relatório feito pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABCoom) prevê crescimento de 18,79% no faturamento do varejo eletrônico brasileiro deste ano. Portanto, o valor deve chegar a R$ 185,7 bilhões.

O ticket médio das compras também deverá crescer R$10, em relação ao ano passado, chegando a R$470. A entidade também acredita que o número de compradores online deve aumentar mais de quatro milhões, chegando a 87,8 milhões de pessoas. Esses compradores devem fazer mais de 395,1 milhões de pedidos — um crescimento de 6,7% em relação ao ano passado.

Erivelton Cabral, CEO da Weethub, uma assessoria especializada em e-commerces, alerta sobre a importância deste momento para os varejistas online.

“O que está acontecendo é uma mudança drástica no comportamento de compra do consumidor. Comprar em lojas online, marketplaces ou até mesmo via WhatsApp é acessível e confortável para qualquer público. Os varejistas, especialmente no setor de varejo físico, precisam se adaptar a este novo modelo de comércio se quiserem se destacar”, aponta.

Para Erivelton, o avanço tecnológico será um fator essencial para o crescimento do e-commerce nos próximos anos. “Não há freio para o que a internet pode fazer e como ela está presente na vida das pessoas. Já temos inteligência artificial construindo imagens e textos realistas, do mais simples ao mais complexo. Estamos diante da revolução do século, e isso afetará o mercado, o comportamento de compra e até mesmo as demandas do consumidor. Para os varejistas, a única saída é adaptar seus negócios a todos esses avanços”, diz Erivelton.

Entre os setores que mais estão se destacando, temos o setor de Casa e Decoração, que abre muitas oportunidades ao setor moveleiro. Esse setor já estava em crescimento, mas, depois da pandemia, tornou-se mais comum adquirir esses itens pela internet.

Ainda segundo a ABCoom, no ano passado, o e-commerce viu sua participação no varejo tradicional subir para 10,14% — em 2019, antes da pandemia, era de apenas 6,04%.


Notícias Relacionadas
Read More

Indicador de Incerteza da Economia brasileira volta a subir em junho

“Além das incertezas com relação aos rumos da pandemia e às dificuldades enfrentadas nas campanhas de vacinação, a alta do Indicador de Incerteza em junho contou com novos ruídos, como a possibilidade de uma crise energética e o desenrolar da CPI da Covid-19 e da reforma tributária no Congresso. O novo repique faz com que o indicador volte a ficar acima dos 120 pontos e, logo, mais distante da normalização dos níveis de incerteza”