A confiança da indústria no Brasil apresentou ligeira alta em março diante da queda nas avaliações sobre o momento atual e perda de força nas expectativas para os próximos meses, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta sexta-feira.
O Índice de Confiança da Indústria (ICI) teve avanço de 0,1 ponto na comparação com o mês anterior, de acordo com os dados da FGV, chegando a 96,8 pontos, depois de três meses de altas mais intensas.
“A estabilidade da confiança acende um alerta para os próximos meses diante de um cenário macroeconômico internacional de alta no preço do petróleo e um possível desarranjo na cadeia produtiva. Adicionalmente, o aumento da incerteza e a política monetária restritiva corroboram para o sentimento de cautela dos empresários nos próximos meses”, disse o economista do FGV IBRE Stéfano Pacini, em nota.
A guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã, prestes a completar um mês, fechou o Estreito de Ormuz e elevou os preços do petróleo, provocando preocupações com a inflação e com as taxas de juros globais. No Brasil, o Banco Central cortou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, a 14,75%, mas vem pregando cautela diante do cenário.
O Índice de Situação Atual (ISA) do ICI, que mede o sentimento dos empresários sobre o momento presente do setor industrial, recuou 0,2 ponto, a 97,2 pontos, segundo a FGV.
“Nas avaliações sobre o momento atual dos negócios, observa-se alguma melhora na demanda interna, apesar dos ajustes nos estoques”, explicou Pacini.
O Índice de Expectativas (IE), indicador da percepção sobre os próximos meses, teve ganho de 0,4 ponto, a 96,4 pontos.










