O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, anunciou nesta sexta-feira (22), em Ribeirão Preto (SP), que o governo federal vai destinar R$ 10 bilhões para reduzir as taxas de juros no financiamento voltado à renovação da frota de caminhões no Brasil. A medida faz parte de uma estratégia para estimular a indústria automotiva pesada, melhorar a logística e ampliar o acesso de caminhoneiros a veículos mais modernos.
Alckmin falou com jornalistas durante visita à concessionária Rodonaves, da Iveco. Além disso, o ministro também cumpriu agenda na concessionária Santa Emília, da Volkswagen, na mesma cidade. Ele tem acompanhado de perto a implementação dos programas Carro Sustentável-Mover e Move Brasil, voltados ao fortalecimento do setor automotivo nacional.
Segundo o vice-presidente, o objetivo é reduzir significativamente o custo do crédito para os caminhoneiros. “Nós queremos renovar a frota de caminhões no país, então o governo está colocando R$ 10 bilhões para reduzir a taxa de juros, que estava entre 22% e 25%, para algo em torno de 13% a 14%”, afirmou.
De acordo com Alckmin, os recursos permitirão financiar a compra de caminhões novos, o que deve impulsionar a indústria automotiva do segmento, gerar empregos e renda, além de melhorar a eficiência logística do país. “Vamos financiar caminhões novos para a indústria automotiva de caminhões crescer ainda mais, gerar mais emprego, mais renda, melhorar a logística no país, reduzir custos e aumentar a competitividade”, destacou.
O ministro também ressaltou o impacto ambiental da renovação da frota. Segundo ele, caminhões mais modernos, dentro do padrão Euro 6, apresentam uma redução expressiva na emissão de poluentes. “Um caminhão desses polui 40 vezes menos que um caminhão velho, com mais de 20 anos. É um programa social, econômico e ambiental”, afirmou.
Além dos caminhões zero quilômetro, o programa também contempla o financiamento de veículos seminovos. Segundo Alckmin, poderão ser financiados caminhões fabricados a partir de 2012. A proposta é criar uma cadeia de renovação, permitindo que caminhoneiros troquem veículos mais antigos por modelos mais novos, mesmo que não sejam zero quilômetro.
“Com esse apoio, o caminhoneiro vai poder trocar um caminhão de 15 anos por um de cinco, seis ou sete anos de uso. Quem compra o seminovo abre espaço para outro adquirir o zero quilômetro. Isso faz diferença para renovar a frota do Brasil e dar uma oportunidade para o caminhoneiro ter um veículo mais novo, que exige menos manutenção”, explicou.
Outro ponto destacado pelo vice-presidente foi a condição de pagamento. O financiamento prevê seis meses de carência para o pagamento da primeira parcela. Além disso, 80% do valor financiado contará com cobertura de um fundo garantidor, o que facilita a concessão do crédito pelos bancos.
“A mensalidade precisa caber no orçamento do caminhoneiro. Com juros de 25% ao ano, a prestação ficava muito alta e ele não conseguia trocar o caminhão. Agora, com essa redução, isso muda”, afirmou Alckmin.
Segundo o ministro, o programa já está em vigor. “Já está valendo. Podem procurar as concessionárias, todas as montadoras. Há bancos que vão financiar, inclusive os bancos das próprias montadoras”, disse.
A expectativa do governo é que a iniciativa contribua para modernizar a frota nacional, reduzir custos operacionais no transporte de cargas e melhorar a competitividade da economia brasileira.










