Indústria brasileira segura posições em ranking mundial de produção e exportação -

Indústria brasileira segura posições em ranking mundial de produção e exportação

Última edição do estudo Indústria no Mundo mostra estabilidade no desempenho em 2024; País se manteve em 30º lugar na lista de participação nas exportações globais de exportações e produção industrial
Crédito: Shutterstock

A indústria de transformação brasileira apresentou resultados estáveis em 2024, mesmo em um cenário internacional marcado pela escalada das tensões geopolíticas globais. O estudo Indústria no Mundo, produzido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgado nesta quarta-feira (4), mostra que o Brasil manteve suas posições nos rankings globais de exportações e produção industrial. Esse resultado é considerado positivo diante do desempenho desigual observado em diversas economias relevantes.

O levantamento utilizou dados do UN Comtrade e da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO), coletados em dezembro de 2025.

Nas exportações, o Brasil preservou participação de 0,92% do mercado global, repetindo o desempenho de 2023 e garantindo, pelo terceiro ano consecutivo, a 30ª posição no ranking mundial. Já na produção, embora tenha havido uma redução mínima de 0,01 ponto percentual, a participação brasileira chegou a 1,17% e foi suficiente para manter o Brasil na 15ª colocação entre os maiores produtores da indústria de transformação do mundo, segundo dados da UNIDO.

A gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI, Constanza Negri, afirma que os dados demonstram a resiliência da indústria de transformação em um ambiente externo desafiador. “O crescimento das exportações em 2024 ocorreu apesar da queda dos preços internacionais, o que indica um avanço relevante do volume exportado. No entanto, isso não se traduziu em mudança relativa de posição no ranking dos principais produtores e exportadores da indústria de transformação”, avalia.

O levantamento mostra ainda que o valor da produção da indústria de transformação brasileira cresceu 2,3% em 2024, influenciado pela recuperação da demanda doméstica e pela aceleração da atividade industrial ao longo do ano. Ainda assim, a participação do país no total mundial segue pressionada por uma tendência de longo prazo, de perda relativa desde a década de 1990.

O cenário foi mais favorável no comércio exterior. As exportações brasileiras de bens da indústria de transformação cresceram 2,7% em 2024, revertendo a queda registrada no ano anterior e superando o crescimento das exportações mundiais do setor, que avançaram 2,1%. O resultado foi sustentado pela melhora do ciclo econômico global, com inflação em desaceleração e menor restrição monetária, o que estimulou a demanda externa.

“A agenda de competitividade e de inserção estratégica para a indústria continua sendo crucial para aprimorar a participação brasileira no comércio internacional, tanto na produção quanto nas exportações”, completa Constanza Negri.

Brasil foi uma das poucas economias com participação estável nas exportações 

O Brasil se destacou como uma das poucas economias que mantiveram participação estável nas exportações mundiais, na comparação com 11 parceiros comerciais selecionados. Ficou ao lado dos EUA. O desempenho contrasta com países como Alemanha, Japão e Espanha, que registraram perda de participação no período.

No cenário global, a China manteve a liderança, aumentando sua fatia tanto nas exportações quanto na produção industrial mundial. Em 2024, a potência asiática respondeu por 17,4% das exportações globais da indústria de transformação, mais do que o dobro da participação dos Estados Unidos, que ficou em segundo lugar, com 7,9%.

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