Marcas chinesas alcançam 44% do mercado premium -

Marcas chinesas alcançam 44% do mercado premium

Segundo a Fenabrave, os emplacamentos de híbridos e elétricos continuam em trajetória de crescimento em 2026, com BYD e GWM entre as líderes nacionais dessas categorias

As montadoras chinesas ampliaram sua presença no segmento de veículos premium no Brasil e já respondem por 44% dos emplacamentos da categoria em junho. O avanço foi impulsionado por marcas como Denza, da BYD, e WEY, da GWM, indicando uma reconfiguração em um mercado historicamente liderado por fabricantes europeias.

O mercado brasileiro de automóveis premium passa por uma mudança de protagonismo. Em junho, as marcas chinesas alcançaram 44% de participação nos emplacamentos da categoria, resultado impulsionado pela expansão da Denza, divisão de luxo da BYD, e da WEY, marca premium da GWM. Os dados foram compilados pela consultoria K.Lume e divulgados pela Bloomberg Línea.

O principal destaque foi a Denza. Apenas sete meses após estrear no país, a marca colocou o SUV híbrido Denza B5 na liderança entre os veículos premium mais vendidos em junho, com 566 unidades emplacadas, superando modelos tradicionais da BMW, Volvo, Mercedes-Benz e Audi. No acumulado do ano, a BMW permanece na liderança do segmento, mas a chegada da fabricante chinesa alterou a dinâmica competitiva do mercado.

A ofensiva das fabricantes chinesas ocorre em um momento de expansão dos veículos eletrificados no Brasil. Segundo a Fenabrave, os emplacamentos de híbridos e elétricos continuam em trajetória de crescimento em 2026, com BYD e GWM entre as líderes nacionais dessas categorias.

Além do desempenho comercial, as marcas asiáticas ampliam investimentos em estrutura. A Denza iniciou operações no Brasil com uma rede enxuta de concessionárias, mas já anunciou novos modelos para o mercado nacional, enquanto a GWM reforça sua estratégia de posicionamento no segmento de maior valor agregado.

Para especialistas do setor, o avanço das montadoras chinesas reflete uma combinação de fatores: oferta crescente de veículos eletrificados, maior conteúdo tecnológico e uma política de preços competitiva frente às marcas tradicionais. O movimento também evidencia uma mudança no perfil do consumidor de alta renda, que passou a considerar inovação e tecnologia como fatores decisivos na escolha de um automóvel premium, reduzindo o peso histórico da tradição das fabricantes europeias.

Embora BMW, Mercedes-Benz, Audi e Porsche continuem entre as principais referências do segmento, o mercado premium brasileiro entra em uma nova fase, marcada por uma concorrência mais diversificada e pela consolidação das fabricantes chinesas como protagonistas também nas categorias de maior valor agregado.

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