Mobensani aposta em dados, tecnologia e gestão familiar profissionalizada para sustentar 15 anos consecutivos de crescimento -

Mobensani aposta em dados, tecnologia e gestão familiar profissionalizada para sustentar 15 anos consecutivos de crescimento

Especializada em borrachas automotivas, empresa acumula crescimento de 944% na última década

Na quarta-feira 23 de junho, o Novo Varejo se juntou a outros veículos de comunicação especializados na cobertura do Aftermarket Automotivo para uma visita à fábrica da Mobensani, em Guarulhos (SP). Na ocasião, fomos acompanhados pelos seus principais líderes, Amir C. de Azevedo (Presidente), Simone de Azevedo Franzo (CEO de Estratégias) e Suzane de Azevedo (CEO de Operações), para conhecer os processos de produção e os pilares estratégicos que têm sustentado um crescimento anual de dois dígitos mantido ao longo dos últimos 15 anos.

Com 60 anos de atuação no mercado de borrachas automotivas voltadas à reposição, a Mobensani tem hoje um portfólio de cerca de 2.500 itens, distribuídos para todas as regiões do país. A empresa projeta crescimento de 22% em 2025, após ter fechado 2024 com alta de 25% – índices que se juntam ao impressionante avanço de 944% no acumulado da última década.

Durante a visita, foi possível observar como a estrutura industrial e os processos internos ajudam a explicar os números apresentados. Em uma era em que as empresas apostam cada vez mais na importação, a Mobensani possui uma operação genuinamente nacional, utilizando processos fabris internacionais para produzir seus componentes do tratamento da matéria prima ao acabamento.

A gestão da empresa se apoia em dados de mercado e estudos técnicos para tomar decisões tanto sobre lançamentos, que ultrapassam 150 novos itens ao ano, quanto a respeito de descontinuações estratégicas. O alinhamento da empresa com as melhores práticas da indústria em termos tecnológicos não para por aí. Se estende à utilização de equipamentos de alta tecnologia, incluindo um scanner presente atualmente em apenas outras quatro empresas no país, aparato que permite unir maior precisão nos processos a um ganho de agilidade substancial que faz com que análises que antes duravam 15 dias passem a ser realizadas em menos de 5.

Para chegar a esse nível de excelência, a Mobensani tem feito investimentos robustos. Exemplo disso é o plano de investimentos de R$ 25 milhões em 2025 a ser aplicado em novos lançamentos e ainda mais automação.

Empresa é referência em igualdade de gênero no setor

Além dos dados operacionais, a visita também reforçou o protagonismo da Mobensani em um tema ainda sensível na cadeia automotiva: a igualdade de gênero.
Não podia ser diferente. Afinal, a CEO de Estratégias da companhia, Simone de Azevedo Franzo, é uma das fundadoras da AMMA (Associação Brasileira das Mulheres do Mercado Automotivo) e uma das vozes mais respeitadas no setor quando o assunto é a promoção de lideranças femininas.

Em entrevista exclusiva ao Novo Varejo, Simone destacou que o objetivo da associação é ser uma ponte de inspiração, empoderamento e capacitação para que outras mulheres possam conquistar posições de destaque no setor. Segundo ela, a transformação é possível, mas exige intencionalidade.

“A presença feminina não deve ser pontual, e sim estrutural. O avanço vem com visibilidade, preparo e oportunidades reais”, afirmou.

Mais que discurso, o engajamento de Simone no avanço das mulheres no setor está alinhado com a prática da Mobensani. Atualmente, 27% da força de trabalho da Mobensani é composta por mulheres, número significativamente acima da média nacional do setor, estimada em cerca de 6%. Mais do que isso, boa parte das colaboradoras atua diretamente na operação — e não apenas em funções administrativas, como ainda é comum nas empresas do segmento.

Questionada sobre evoluções que podem expandir este movimento vivenciado pela Mobensani para todo o mercado, Simone destacou que elas estão cada vez mais latentes – sobretudo por conta da escassez de mão de obra qualificada que afeta todos os elos da cadeia da reposição.

“As empresas estão percebendo que vale mais ter uma mulher qualificada, competente e comprometida que eventualmente precise se ausentar por uma licença maternidade do que abrir mão de um talento destes por alguém menos qualificado”, concluiu.


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