Pesquisa aponta crescimento de 7,8% na distribuição em 2018 -

Pesquisa aponta crescimento de 7,8% na distribuição em 2018

Monitoramento inédito no Brasil mostra tendência de expansão também em 2019. No primeiro bimestre, crescimento foi de 9,6%

 

Por Redação Novo Meio ([email protected])

O mercado de manutenção veicular ganhou um novo indicador este ano. Atenta à expansão global, e especialmente ao crescimento em regiões estratégicas, o The NPD Group iniciou o monitoramento do setor distribuição de autopeças no Brasil. O serviço já acompanha as vendas de algumas das principais empresas do país, que segundo os responsáveis pela iniciativa, representam aproximadamente 20% do faturamento do setor. “Já estabelecemos acordos com 12 empresas, entre elas DPK, SK, Cobra, Universal e Barros. E estamos em negociação com outros grandes grupos”, conta José Guedes, presidente do NPD Group no Brasil.

Segundo explica o executivo, o painel fornece dados de vendas em 14 categorias e 81 subcategorias, totalizando mais de 400 marcas e 160 mil SKUs. “Levantamos o histórico desde 2016 e vamos fazendo a compilação dos dados. Coletamos as informações e classificamos. O nível de credibilidade é imenso. Vamos até o detalhe do SKU. Basicamente nós somos Nielsen das autopeças. Esse é o primeiro serviço que monitora o mercado de reposição de peças no segmento B2B no Brasil”.

O monitoramento inédito Painel de Distribuidores de Autopeças NPD aponta que as empresas faturaram no ano passado R$ 1.942 bilhão, o que representa uma alta de 7,3% em relação a 2017, quando fechou em R$ 1,81 bilhão. O ranking das peças mais vendidas é liderado pela categoria de transmissão (28,9%), seguida por freios e suspensão (13,6%) e peças e componentes de motor (13,23%). O ranking ainda informa o crescimento das categorias de filtros (9,75%) e arrefecimento (8,2%). Segundo Guedes, os indicadores dizem respeito ao conjunto de informações gerado pelas empresas pesquisadas e pode, eventualmente, experimentar alguma adequação conforme a base for se expandindo. “Dentro dos produtos para transmissão, temos um valor agregado importante. Mas desde já fica uma pergunta para o varejo: quais oportunidades de negócios na loja poderiam ser alavancadas se for dedicada mais atenção ao segmento da transmissão?”, questiona.

Em valores, a categoria de transmissão representou R$ 562,3 milhões do faturamento do setor, seguida por freios (R$ 264,3 milhões) e peças de motor e componentes (R$ 263,8 milhões), que tiveram alta, respectivamente, de 5,7%, 9,4% e 13,4% em relação a 2017. As categorias que tiveram as maiores altas de preços foram os elétricos rotativos (16%), transmissão (14,7%), químicos de desempenho (11%), freios (10,5%), juntas (9,4%) e peças e componentes de motor (8,8%). Somente as categorias de suspensão e direção tiveram redução nos preços em 2018, respectivamente, de -0,6% e -2%, segundo o monitoramento mensal do The NPD Group no Brasil.

 

Alta permanece em 2019

O ritmo de crescimento no primeiro bimestre de 2019 foi mantido, chegando a 9,6% (R$ 345 milhões em 2019, contra R$ 314 milhões em 2018), com destaque para as categorias de transmissão e suspensão, que tiveram um aumento nas vendas de, respectivamente, de 8,3% (R$ 97,6 milhões) e 14,6% (R$ 49,6 milhões). Em unidades, as vendas em janeiro e fevereiro últimos tiveram um incremento de 2,6% sobre o mesmo período de 2018 (passando de 8.691 para 8.916). No ano passado, o desempenho do bimestre havia registrado um saldo negativo de -0,4% (de 52.443 para 52.658).

“Para nós ainda é um pouco prematuro falar em perspectivas, mas se olharmos para os 9,6% do primeiro bimestre – março mostrou um recuo do índice, para algo em torno dos 7% – e se considerarmos que a inflação está em torno de 3% vamos encontrar não apenas a reposição de preços, mas um crescimento orgânico. Para 2019, apostaríamos no mínimo no empate, mas com uma tendência de crescimento”, analisa José Guedes.


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