Prejuízos com atividades ilegais chegaram a R$ 336,8 bilhões em 2021

Falsificação de autopeças gera prejuízo gera prejuízo de R$ 3 bilhões ao ano no Brasil

As atividades ilegais como contrabando, pirataria, sonegação e outros geraram um prejuízo econômico ao país de R$ 336,8 bilhões de reais em 2021. O valor equivale ao PIB dos estados da Bahia e Sergipe somados. Além disso, o país deixou de gerar 535,7 mil empregos formais. Os números fazem parte do estudo “Brasil Ilegal em Números”, lançado pela Associação Comercial RJ, Fecomércio-RJ e Firjan, em cerimônia no Hotel Pestana Rio Atlântica, em Copacabana, no Rio

O montante amargado pelo país se refere a um prejuízo direto às empresas, bem como à perda de arrecadação de impostos pelo governo. Do total de R$ 336,8 bilhões perdidos, R$ 95 bilhões referem-se a tributos não recolhidos pelos governos e que poderiam ser revertidos em ações para a sociedade.

O objetivo da pesquisa é sensibilizar a sociedade e discutir com empresários e autoridades possíveis soluções para o problema. Segundo as entidades, a cifra bilionária equivale ao total gasto com o auxílio emergencial em 2020 e 2021. É também quatro vezes maior que o custeio do programa Auxílio Brasil, criado pelo governo federal. E representa três vezes o orçamento do estado do Rio.

Para o presidente da Fecomércio RJ, Antonio Florencio de Queiroz Junior, o problema das atividades ilegais não impactam só a indústria e o comércio, mas a sociedade como um todo:

“Deixamos de criar 535 mil empregos por conta desse problema, o que representa um terço da meta de geração de empregos do Brasil. Do número de pessoas que compraram produtos piratas, 60% se arrependeram – seja por conta da qualidade do produto ou qualquer desdobramento negativo que a compra do produto lhe trouxe”, de acordo com levantamento do nosso instituto de pesquisa.

rejuízo econômico por atividade em 2021

  • Vestuário: R$ 60 bilhões
  • Combustíveis: R$ 26 bilhões
  • Cosméticos: R$ 21 bilhões
  • Bebidas alcóolicas: R$ 17,6 bilhões
  • Defensivos agrícolas: R$ 15,1 bilhões
  • TV por assinatura: R$ 15 bilhões
  • Cigarros: R$ 13,3 bilhões
  • Fármacos: R$ 9 bilhões
  • Material esportivo: R$ 9 bilhões
  • Óculos: R$ 8,5 bilhões
  • Software: R$ 7,5 bilhões
  • Celulares: R$ 4,3 bilhões
  • Audiovisual (filmes): R$ 4 bilhões
  • Perfumes importados: R$ 2 bilhões
  • PCs: R$ 1,6 bilhões
  • Brinquedos: R$ 0,81 bilhões

Manifesto

A nota técnica das entidades culminou na formulação do “Manifesto de combate ao ‘Brasil Ilegal'”. No documento, o grupo enfatiza a necessidade de ações coordenadas entre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário para o enfrentamento às atividades ilegais. As entidades também defendem o engajamento do setor produtivo e da sociedade no desenvolvimento de ações de conscientização e combate à ilegalidade no país.

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