Três décadas de transformação: a evolução do Brasil e seu impacto no mercado de reposição automotiva -

Três décadas de transformação: a evolução do Brasil e seu impacto no mercado de reposição automotiva

Durante este tempo, o Brasil atravessou com resiliência a maior crise econômica global desde 1929 e apresentou sinais promissores como a descoberta do pré-sal. Na indústria automobilística, a década foi marcada pela apresentação e popularização dos veículos com motor flex fuel
Crédito: Shutterstock

DÉCADA DE 2004

 Num contexto de forte entusiasmo, o Brasil ingressou nos anos 2000 com sinais claros de estabilidade em sua economia política, abrindo diversas discussões estratégicas sobre o papel do estado nas políticas industriais do país. Este período foi marcado pela transformação do Brasil em credor do FMI (Fundo Monetário Internacional), com a quitação das dívidas externas do país que, em tempos da América do Sul. A estabilidade, até então incontestável, abriu portas para diversas iniciativas estatais com o objetivo de acelerar o crescimento do país. O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) previa a construção de diversas obras de mobilidade e, aliado a uma forte política de incentivos às montadoras, pavimentou o caminho para uma década marcada por recordes de vendas de automóveis e pela emblemática capa da revista The Economist: “Brasil Decola!” anteriores, provocavam sucessivas crises políticas e cambiais, as quais ainda hoje assolam nossos principais vizinhos.

Durante este tempo, o Brasil atravessou com resiliência a maior crise econômica global desde 1929 e apresentou sinais promissores como a descoberta do pré-sal. Na indústria automobilística, a década foi marcada pela apresentação e popularização dos veículos com motor flex fuel, um marco que colocou o DNA brasileiro no protagonismo das discussões de políticas para transição energética e redução da emissão de carbono. Montadoras como Fiat, Volkswagen, Chevrolet e Ford continuaram liderando o mercado nacional, com a Fiat assumindo pela primeira vez a liderança em vendas, especialmente com modelos como o Fiat Palio e o Fiat Uno. O plano de popularização da indústria automobilística foi impulsionado pelos incentivos aos veículos 1.0, que fizeram as vendas de automóveis leves atingirem o recorde de 3,8 milhões de veículos em 2013. O período também marcou o lançamento dos primeiros SUVs originalmente brasileiros, abrindo o mercado para essa família de veículos no Brasil, como o Ford EcoSport.

Porém, como sabemos, o que parecia ser um novo tempo de progresso e crescimento se transformou em um dos momentos mais tristes da história nacional, marcado por uma grande crise institucional. Com forte pressão popular, como a observada nas jornadas de julho de 2012, o Brasil mergulhou na maior recessão econômica de sua história, frustrando uma geração de brasileiros que certamente jamais imaginou as proporções que a situação assumiria neste grande caos institucional que se tornou a república ao final deste período. O grande fato positivo é que, em todos os momentos, o mercado de reposição se manteve forte, e esta década foi decisiva para colocá-lo nos holofotes de grandes corporações, fundos de investimento e montadoras, devido ao seu potencial estratégico e baixa volatilidade, mesmo em cenários desafiadores como os observados após o ano de 2013.


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