VIES – Variações nos Índices e Estatísticas – Janeiro de 2022 a 2026 -

VIES – Variações nos Índices e Estatísticas – Janeiro de 2022 a 2026

A pesquisa VIES compara o desempenho mensal do abastecimento, preço, venda e compra no varejo de autopeças, tomando como referência o mesmo mês em anos anteriores. Esta edição inaugura a pesquisa para o ano de 2026 com os resultados de janeiro de 2022 a 2026

BRASIL

O indicador de abastecimento mostra melhora significativa em relação a 2022, quando a queda era mais intensa (-13,20%), passando para patamares menos negativos entre 2023 e 2026. Apesar das oscilações, no geral é observada redução dos gargalos e maior normalização da oferta. Já os preços apresentam tendência de desaceleração no período, caindo de 4,94% em 2022 para 2,32% em 2026, ainda que com um repique em 2025 (3,87%).

Tanto vendas quanto compras seguem em níveis negativos ao longo de quase todo o período, com recuperação apenas pontual em 2025 (vendas em 0,02%). Em 2026, os dois indicadores voltam a recuar, o que sugere que, apesar de avanços no abastecimento e redução na sensação de aumento dos preços, o mercado ainda enfrenta dificuldades para retomar um ritmo mais forte de consumo e reposição de estoques. 

Mas a análise ANOVA mostra que somente abastecimento e preço surgem com pelo menos 5% de significância. Logo, o cenário sugere melhora estrutural no abastecimento e nos preços, mas uma demanda estável nos últimos anos.

Fonte: After.Lab

NORTE

O abastecimento parte de um quadro bastante crítico em 2022 (-16,96%), mas apresenta melhora relevante ao longo do período, apesar de oscilações em 2024 e 2025. Em 2026, o recuo é bem menor (-4,44%), indicando avanço na normalização da oferta, ainda que mais instável do que nas outras regiões. Os preços mostram forte volatilidade: após desaceleração em 2023, há um salto expressivo em 2025 (12,03%), seguido de novo arrefecimento em 2026 (2,33).

As vendas saem de forte retração em 2022 para crescimento em 2023 e 2024, mas voltam a cair em 2025 e permanecem negativas em 2026. As compras seguem padrão ainda mais instável, com quedas intensas em 2022 e 2025, intercaladas por breves recuperações. 

A ANOVA indicou que abastecimento e compras apresentaram diferenças significativas. Já os preços e vendas não mostraram variação estatisticamente relevante, o que sugere estabilidade nas percepções dos varejistas quanto a esses indicadores.

Fonte: After.Lab

NORDESTE

O abastecimento apresenta melhora expressiva ao longo do período, saindo de um quadro restritivo em 2022 (-16,21%) para recuos bem mais moderados em 2025 (-3,62%). Em 2026 há leve piora (-4,63%), mas o nível ainda é muito inferior ao observado no início da série, indicando normalização da oferta. Os preços também mostram tendência de desaceleração, com forte queda entre 2022 e 2023, embora haja um repique em 2025 (5,27%), seguido de novo arrefecimento em 2026 (2,01%).

As vendas, por sua vez, saem de quedas muito intensas em 2022 e 2023 para crescimento significativo em 2025 (4,25%), mantendo variação positiva em 2026 (0,58%). As compras acompanham esse movimento de forma mais lenta, com reduções cada vez menores ao longo do período, praticamente estabilizando em 2026 (-0,12%). 

A análise de variância (ANOVA) revelou que abastecimento, preço e vendas tiveram mudanças estatisticamente significativas. Em contraponto, as flutuações nas compras não apresentaram significância estatística.

Fonte: After.Lab

CENTRO-OESTE

O abastecimento na região Centro-Oeste apresenta uma melhora gradual ao longo do período, com queda mais intensa em 2022 (-12,86%) e recuos progressivamente menores até 2026 (-4,67%), indicando avanço na normalização da oferta. Por sua vez, os preços seguem trajetória oposta: após relativa estabilidade entre 2022 e 2024, a variação se intensifica em 2025 (5,59%) e 2026 (6,30%).

A demanda mostra comportamento bastante volátil. As vendas alternam entre retração e crescimento, com destaque para 2025 (2,77%), mas voltam a cair em 2026 (-1,46%). As compras seguem padrão semelhante, permanecendo próximas de zero entre 2023 e 2025, antes de registrar forte queda em 2026 (-5,23%). 

A ANOVA apontou que, apesar dessas variações, todas as variáveis se mantiveram estáveis ao longo dos anos, dada a não significância estatística.

SUDESTE

O abastecimento apresenta melhora em relação a 2022, quando a queda foi mais intensa (-12,28%), mas segue com forte instabilidade ao longo do período. Após avanços em 2023, o indicador volta a cair em 2024 e 2025, antes de registrar nova melhora parcial em 2026 (-6,16%). Apesar dessa oscilação, o patamar permanece menos crítico do que no início da série. Os preços mostram trajetória de desaceleração contínua, saindo de 4,35% em 2022 para 2,02% em 2026.

A demanda, entretanto, permanece fragilizada. As vendas registram quedas consecutivas em todo o período, com intensificação em 2026 (-3,90%). As compras acompanham esse movimento, com recuos cada vez menores até 2025, mas voltando a cair em 2026. 

A análise de variância (ANOVA) aponta que as mudanças em abastecimento e preço foram estatisticamente significativas. Já as vendas e compras não apresentaram diferença relevante, ou seja, apesar das oscilações pontuais, esses indicadores se mantiveram relativamente estáveis no período.

Fonte: After.Lab

SUL

O abastecimento no Sul apresenta melhora consistente ao longo do período, com queda mais intensa em 2022 (-11,98%) e recuos progressivamente menores até 2026 (-3,61%), apesar de pequena oscilação em 2025. Os preços mostram trajetória de desaceleração, com variações mais contidas a partir de 2024, embora com leves repiques em 2025 (3,27%). Em 2026, a alta é moderada (1,42%), o que pode indicar um cenário de maior estabilidade.

As vendas oscilam em torno da estabilidade entre 2023 e 2025, mas tornam-se positivas em 2026 (1,42%). As compras seguem movimento semelhante, com queda em 2023 e 2024, retomada em 2025 e avanço mais forte em 2026 (2,47%).

A ANOVA apontou que apenas abastecimento apresentou variações relevantes ao longo do período. Já preços, vendas e compras não mostraram diferença estatisticamente significativa, sugerindo estabilidade na percepção dos varejistas do Sul.

Fonte: After.Lab

ANOVA: você sabe o que é?

Nas análises do After.Lab frequentemente nos referimos à Análise de Variância, ou ANOVA. É uma técnica estatística usada para comparar as médias de três ou mais grupos e verificar se essas médias são estatisticamente diferentes entre si. Imagine que você quer descobrir se três tipos diferentes de óleo de motor afetam o consumo de combustível de um carro de maneira distinta. Para isso, você testa cada óleo em vários carros e mede o consumo de combustível de cada um. Depois, calcula a média do consumo para cada grupo de carros que usou um tipo específico de óleo. A ANOVA vai te ajudar a verificar se as diferenças nas médias de consumo entre os três tipos de lubrificante são significativas, ou seja, se um tipo de óleo realmente faz o carro consumir mais ou menos combustível, ou se essas variações são apenas por acaso. Se a análise mostrar que há diferença significativa, você pode concluir que pelo menos um dos lubrificantes tem um efeito diferente sobre o consumo. Na pesquisa VIES, a ANOVA serve para verificarmos se realmente existe diferença entre o desempenho médio do abastecimento, preço, compra e venda entre os anos.

Destaques de abastecimento e preços – janeiro de 2026

Em janeiro de 2026, os varejistas apontaram a vela de ignição como o item com maior dificuldade de abastecimento (9,48%), seguida pelo sistema de suspensão (8,62%) e pelo sistema elétrico (8,62%). Em relação aos preços, o sistema de suspensão liderou a percepção de maiores aumentos, sendo indicado por 12,2% dos varejistas, seguido por óleo lubrificante (10,0%) e embreagem (8,9%). Assim como observado em meses anteriores, sistema de suspensão se destaca simultaneamente entre os principais problemas de abastecimento e de preço, o que nos indica persistência de pressões estruturais nesse segmento específico.

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