Claudio Milan claudio@novomeio.com.br
Na edição passada refletimos neste espaço editorial sobre a conjuntura favorável que vive o universo automotivo a partir de informações do próprio meio. Foram elas: a manutenção do fôlego do setor automotivo, que deve movimentar mais de 731 bilhões de reais até o final do ano, um crescimento de 9,2% em relação a 2022 segundo pesquisa IPC Maps; o crescimento de 12,8% nas vendas de carros usados em agosto na comparação com julho de 2023, conforme a Fenauto; e o grande sucesso da AutoNor, em setembro, que desdobramos agora em reportagem completa com a cobertura do evento, que você vai ler em nossas páginas. Pois bem, quero seguir aqui exatamente na mesma linha trazendo algumas novas informações sobre esta reta final de 2023, desta vez focando especificamente no varejo.
No momento em que fechávamos esta edição, recebemos uma nova pesquisa realizada pela empresa Zucchetti e a Fecomércio/ SC, que ouviram 323 varejistas de diferentes estados brasileiros. Alguns resultados do estudo são bem interessantes, e decidimos compartilhar em primeira mão com nossos leitores. Vamos a eles: – Em relação ao faturamento total de 2023, 36,84% acreditam que devem ter aumento em comparação ao ano anterior e o mesmo percentual, 36,84%, acreditam ter ao menos o mesmo faturamento; – Este segundo semestre deve puxar o resultado positivo, uma vez que a maioria (55,4%) dos respondentes diz que espera vender mais do que no primeiro semestre de 2023; – 82% dos respondentes indicaram o WhatsApp como a ferramenta tecnológica mais usada no negócio em geral, seguido de redes sociais (74%). Outro dado que reforça o bom momento está refletido no Índice de Confiança do Empresário do Comércio, elaborado pela FecomercioSP.
O ICEC revela que otimismo do empresariado na capital paulista subiu mais uma vez. Em setembro, a elevação foi de 2,2% em relação a agosto, passando de 107,8 para 110,2 pontos. O melhor resultado segue sendo o registrado em janeiro, quando o índice chegou à casa dos 114 pontos. De uma forma geral, desenha-se um cenário bastante interessante para o varejo. As pesquisas se sucedem sempre com avaliações favoráveis. Mas, atenção! Um potencial problema – por enquanto, apenas isso – vai se desenhando no horizonte: nos últimos dois meses vem se intensificando o debate sobre a necessidade de reduzir os juros do cartão de crédito, que em setembro atingiram a marca astronômica, inacreditável e pornográfica de 445,7% ao ano. Pois bem. Uma das alternativas na mesa para controlar este rolo compressor é a limitação ou, eventualmente, a própria extinção das compras parceladas no cartão.
Hoje, este benefício é fundamental para os negócios realizados nos balcões das lojas de autopeças brasileiras – assim como é determinante, também, para que as oficinas possam financiar os serviços com tíquetes médios um pouco – não muito – mais elevados. Portanto, o aftermarket automotivo como um todo observa esta movimentação com muita atenção. Afinal, ninguém quer encontrar uma pedra no meio do caminho que nos vem levando a um feliz fim de ano.