Novo Varejo comemora 25 anos -

Novo Varejo comemora 25 anos

Retrospectiva em 12 edições relembra a trajetória do grupo de comunicação e do jornal que estabeleceram referências inéditas em conteúdo e serviços para o mercado automotivo sempre a partir da inovação

 

Por Claudio Milan (claudio@novomeio.com.br)

A primeira publicação brasileira criada para atender exclusivamente aos interesses de informação dos empresários do varejo de autopeças chegou às mãos dos leitores em fevereiro de 1994. Mês que vem, o Novo Varejo comemora 25 anos de circulação ininterrupta. Um quarto de século oferecendo o conteúdo mais criativo e consistente do mercado e as soluções mais inovadoras que o aftermarket automotivo já viu no segmento de comunicação.

A partir desta edição, vamos relembrar a trajetória do Novo Varejo, que simultaneamente inaugurou as atividades da Novo Meio, criada como uma editora, mas que logo se transformaria em provedora de soluções inéditas ao setor, envolvendo pesquisas, eventos, fóruns e tantas outras iniciativas pioneiras que você vai conhecer ou recordar até o próximo mês de dezembro. A cada edição, vamos resgatar dois anos de nossa história – que também é a história dos últimos 25 anos de grandes transformações do mercado brasileiro de manutenção de veículos.

 

Globalização

Em 1994, o Brasil dava os primeiros passos para uma nova era em seu processo de desenvolvimento econômico e industrial e na sua consolidação como um dos mercados automotivos mais importantes do mundo. No início daquela década, a abertura das fronteiras nacionais à importação de veículos iniciava uma etapa irreversível de modernização da frota de veículos, que traria impactos extraordinários no mercado de reposição independente.

Indústrias de autopeças e montadoras vivam tempos de adaptação ao novo mundo que se desenhava. Os fabricantes de componentes automotivos começavam a experimentar um processo de forte desnacionalização, que se consolidaria nos próximos anos. Já as montadoras trabalhavam no aprimoramento tecnológico de seus produtos, cujo índice de eletrônica embarcada crescia em alta velocidade.

Mas o fato mais significativo de 1994 não viria do setor industrial. Após uma série de planos econômicos mirabolantes visando o combate à hiperinflação, o governo do então presidente Itamar Franco instituía o Plano Real, que seria decisivo para o fim do descontrole de preços que desestabilizava o país havia mais de uma década.

Este foi o cenário encontrado pelo Novo Varejo em sua primeira edição – na época, denominado Auto Ofertas, depois Peça Ofertas até março de 2003, quando recebeu o nome atual a partir da edição 100. A proposta inicial da publicação era ser um canal mensal de divulgação de ofertas dos distribuidores de autopeças. O modelo era perfeitamente adequado ao cenário que se desenhava no país. Afinal, após anos de inflação, a estabilidade nos preços abria espaço para um veículo impresso de consulta, um guia de compras para o varejista.

Ao final do primeiro ano de vida, o jornal já começava a expandir seus horizontes. O objetivo era criar uma nova cultura de comunicação no mercado independente de autopeças respaldada por conteúdo criativo, inédito e consistente, independência editorial e prestação de serviços efetiva.

Com base nesses sólidos pilares, o Novo Varejo cresceu, inovou, venceu resistências e estabeleceu, de fato, uma nova cultura de comunicação no mercado independente. Seu pioneirismo abriu espaço até para que outras iniciativas editoriais semelhantes surgissem adotando exatamente os mesmos direcionamentos criados e consagrados pelo Novo Varejo.

É esta história de desafios e conquistas que vamos começar a contar agora.

 

1994 – Novo Varejo já nasceu prestando serviços

Já em suas primeiras edições, o Novo Varejo, que então se chamava Auto Ofertas, aprestou ferramentas inovadoras criadas com o objetivo de facilitar o processo de compra do varejista de autopeças. As pioneiras foram a Central de Ofertas, um serviço de informações de preços por telefone, e o Autofax, um impresso que agilizava os pedidos dos leitores junto aos anunciantes.

O conteúdo editorial tratou, desde o início, de temas de relevância para o desenvolvimento do varejo de componentes automotivos – e muitos deles fazem parte da pauta do aftermarket até hoje. O apoio à gestão das empresas receberia atenção já a partir do primeiro jornal editado. O Novo Varejo número 1 iniciava uma série especial de reportagens que resultaria em um guia completo para a implantação e operação do telemarketing nas lojas de autopeças.

De olho nas perspectivas do mercado, o jornal entrevistava em sua terceira edição o então presidente do Sindipeças, Paulo Butori, que destacava a importância da estabilização monetária e o fortalecimento da nova moeda brasileira, o real, mas cobrava uma reforma tributária abrangente e justa. Também falaram ao Novo Varejo em seu primeiro ano de vida os então presidentes da Ancap, atual Andap, Waldir Siedschlag; do Sindirepa-SP, Geraldo Santo Mauro; e do Sincopeças-SP, Luciano Figliolia, que comemorava o fim da inflação e a estabilidade dos preços no comércio de componentes automotivos.

Em setembro, o jornal, que já havia mudado seu nome para Peça Ofertas, trazia à pauta o tema qualidade, abrindo no segmento de varejo a discussão sobre normas técnicas e certificações de processos e serviços. O ano de 1994 terminaria com uma reportagem sobre a tendência de crescimento do mercado de peças importadas, uma consequência da liberação das importações de veículos que abriria novas oportunidades de negócios no varejo de autopeças.

 

1995 – Número de leitores cresceu 50% em menos de um ano

 Os leitores logo assimilaram o espírito inovador do jornal e sua filosofia de prestar serviços. Em seu segundo ano de existência, a publicação apresentava um crescimento de 33% em número de páginas e 50% em número de leitores. O mercado iniciava 1995 com excelentes perspectivas de evolução. Segundo estudo do Sebrae, as vendas haviam crescido 21% após a implantação do Plano Real.

Nas páginas do Novo Varejo, a gestão das lojas continuava recebendo atenção especial. A primeira edição do ano tratava da criatividade como fator determinante para impulsionar as vendas. Em abril, mostrávamos a importância da pesquisa como ferramenta de apoio aos empresários varejistas.

Outra reportagem de destaque em 1995 foi a investigação que apurou os motivos para a falta de peças no mercado. Uma das explicações para o problema era a divergência entre fornecedores e clientes quanto aos reajustes nos preços dos produtos – naquela época, o país dava os primeiros passos para o controle da inflação. Também faltavam matérias primas como aço, alumínio e borrachas.

A briga contra a alta no custo de vida teve forte impacto no mercado naquele ano – e os desdobramentos foram acompanhados de perto pela redação do Novo Varejo. Para conter a pressão inflacionária, o governo baixou medidas de desestimulo ao consumo e elevou as taxas de juros. Na reposição, a inadimplência foi um dos maiores problemas enfrentados pelas empresas.

O ano terminou com a cobertura da segunda edição da Automec, evento que recebeu 50 mil visitantes e contou com a presença de 711 expositores. O crescente interesse global pelo mercado brasileiro era ratificado por 5 mil estrangeiros que visitaram a feira.


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